
De acordo com recentes estudos, a covid-19 pode ter um efeito pouco conhecido e estudado em pacientes com psoríase. A infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 pode reativar quadros controlados da doença inflamatória, mesmo em pessoas que foram vacinadas, o que tem levantado algumas hipóteses sobre a conexão entre o vírus e as lesões avermelhadas que descamam.
É importante ressaltar que um surto de psoríase pode ter diversos gatilhos e cada caso deve ser investigado individualmente. Alguns fatores já conhecidos por desencadear crises incluem estresse, alergias, frio e uso de determinados medicamentos. Até mesmo outras doenças, como faringite estreptocócica, já foram associadas com a condição.
Relatos de casos de psoríase após a covid-19 têm surgido em novos estudos. Por exemplo, um relato de caso publicado na revista Cureus descreveu cinco casos de psoríase em pacientes com idades variando de 22 a 70 anos, que ocorreram poucas semanas após a infecção pelo vírus da covid-19. A maioria dos pacientes já estava vacinada.
Os autores do estudo comentaram que a covid-19 é conhecida por sua capacidade de inflamação, o que pode levar alguns pacientes a desenvolverem um estado hiperinflamatório no corpo, afetando negativamente a psoríase. A desregulação das citocinas é o provável gatilho para esse efeito.
Apesar dos casos mencionados, a pesquisa ainda é muito pequena e estudos complementares são necessários para entender melhor a relação entre a covid-19 e a psoríase. Outro ponto importante é que nem todos os pacientes com psoríase sofrerão com um novo surto após a infecção, já que outros fatores ainda desconhecidos podem estar relacionados.
No entanto, um segundo estudo publicado na revista Journal of Cosmetic Dermatology descobriu que pacientes com psoríase não desenvolvem necessariamente casos mais graves da covid-19 do que outros indivíduos sem a condição. Mas é possível observar um ligeiro aumento no risco de contrair o vírus.
Vale observar que a psoríase pode se manifestar de diferentes formas no corpo do paciente, além de causar lesões nas articulações para além da pele. Alguns dos sintomas mais comuns incluem manchas vermelhas com escamas secas, pele ressecada e rachada com ou sem sangramento, coceira ou dor, alterações na forma e na coloração das unhas, inchaço e rigidez nas articulações. É fundamental buscar a orientação de um dermatologista em caso de suspeita ou diagnóstico confirmado, que indicará o melhor tratamento para o controle da condição.
Fonte: Canaltech
